Nós sabemos que nem toda lógica é verdadeira, mas diante da atrocidade que ocorrera com a criança de 9 anos, moradora de Alagoinha interior de Pernambuco, estuprada por seu padrasto, por que a Igreja melhor dizendo o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, posicionou-se de forma alógica quando deveria ser no mínimo racional já que se trata da integridade de uma vida. (nesse caso a lógica Canônica não deveria ser aplicada, na verdade não há lógica existe uma crença inflexível).
A sua decisão de excomungar os médicos e a mãe que apoiaram a interrupção da gravidez, vai contra toda a razão, pois nesse caso as circunstâncias não foram consideradas. O risco que a menina sofria em prolongar sua gestação de gêmeos, segundo os médicos, era tanto que foi necessário o aborto, e apesar disso por que o arcebispo condenou os atores de uma ação tão relevante? Ele ainda demonstrou a sua insensibilidade ao afirmar que "tirar a vida de um inocente" é pior que estuprar. Isso é um absurdo, pois o feto ainda não tinha a consciência da vida já a garota tinha, como ela em um estado psicológico tão abalado podia criar duas crianças geradas de uma forma tão repugnante?
Creio que os dogmas católicos devem ser reavaliados, pois como já dizia o filósofo Heráclito "não podemos entrar duas vezes no mesmo rio isto porque quando entro pela segunda vez tanto eu quanto ele já estamos mudados”, entende-se disso que nada é eterno estamos em constantes mudanças, e por que a igreja seria diferente? Tudo tem que se adaptar à sua época.
Sabemos que a excomunhão feita por Dom José tem seu fundamento no evangelho o qual se coloca sempre a favor da vida, mas vale ressaltar que ele foi escrito há milhares de anos e com certeza naquela época, se houvesse aborto, os pormenores sociais, políticos e culturais não seriam os mesmos dos de hoje. Portanto existe a necessidade de repensar os decretos da igreja, já que vivemos em um mundo tão complexo e mutável.
domingo, 8 de março de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)